A lei da reencarnação

A lei da reencarnação

A encarnação do espírito é uma das manifestações da LEI DA EVOLUÇÃO, que, por sua vez, integra o contexto das leis comuns, naturais e imutáveis que regem o Universo.

Encarnação é o processo pelo qual o espírito se liga a um corpo humano durante o período de gestação, apossando-se desse corpo no momento em que o feto vem à luz. Ele encarna para viver as quatro fases da existência terrena, infância, mocidade, madureza e velhice, e desse modo processar sua evolução, bem como reparar faltas ou erros cometidos em vidas anteriores. Em obediência a essa lei, o espírito encarna e reencarna tantas vezes quantas sejam necessárias para concluir seu ciclo evolutivo neste mundo-escola.

Essa verdade, que organizações religiosas teimam em ocultar dos seus seguidores, é amplamente divulgada pela Doutrina Racionalista Cristã.

Nenhuma novidade

Não se pense, contudo, que o Racionalismo Cristão e outras correntes espiritualistas, ao evidenciar a realidade das reencarnações, estejam trazendo ao mundo uma novidade. Essa verdade é conhecida desde as mais remotas eras. Três mil anos antes de Cristo, na Índia, Krishna proclamava a existência de uma Inteligência Universal, a imortalidade da alma e sua evolução através de muitas vidas físicas. “O corpo é finito, mas a alma que atua nele é invisível, imponderável e eterna. Você e eu já passamos por inúmeras reencarnações”, ensinava esse grande mestre espiritualista.

Hermes, outro grande mestre, afirmava, também milhares de anos antes de Cristo, no Alto Egito: “O espírito passa por dois estágios: o cativeiro na matéria e a ascensão à Luz. Durante a encarnação, ele perde a memória de sua origem.”

Mais tarde, vieram os gregos Pitágoras, Sócrates e Platão, que também trataram da imortalidade da alma e suas reencarnações.

O que diz um ilustre médico brasileiro

Em 1900, o médico e cientista brasileiro Antônio Pinheiro Guedes, abordando o assunto, ponderava que a ciência psíquica nos mostra que o progresso moral e intelectual do ser humano se processa através das reencarnações ou sucessão das vidas corpóreas neste mundo e que elas significam a preexistência e a sobrevivência da alma humana. “Lei à qual todos os espíritos estão sujeitos, a reencarnação é uma condição essencial para sua evolução. Constitui um meio de reparação, aproximando o ofendido e o ofensor, ou reunindo numa mesma família, sob o véu da matéria e graças ao esquecimento do passado, a vítima e seu algoz!”, considera Pinheiro Guedes.

Por que negar a reencarnação?

Por que negar essa verdade? Por que as religiões ocidentais tanto se empenham, tanto se esforçam, tanto se obstinam em negar a reencarnação? Por que tão intransigentemente a combatem, apesar das gritantes e insuspeitas provas da sua existência real? Por que persistem no desconhecimento de tantos fatos que exaustivamente a comprovam e dos quais está cheia a história da humanidade?

A resposta é fácil: reencarnação e salvação são ideias que se atritam, que se agridem, que se chocam, porque antagônicas e irredutivelmente inconciliáveis. Ora, no conceito de salvação – intimamente ligado aos favores do perdão – está precisamente a base em que se apóiam tais religiões.

Se essas organizações religiosas revelassem a verdade aos seus adeptos no tocante à fantasia dos perdões, da ‘salvação eterna’, da ‘mansão celestial’, do ‘divino Pai’, do inferno, do demônio, do purgatório e de tantas outras invencionices, nenhuma delas se manteria de pé. Desapareceriam as fontes de renda representadas pela indústria dos santos de madeira e de barro, das relíquias, dos ‘dízimos do Senhor’, das esmolas para os santos, das rezas e de muitas outras práticas artificiosas.

Quando o indivíduo se convencer de que, se praticar o mal, terá, inapelavelmente, de resgatá-lo, sem possibilidade de perdão; que numa encarnação se prepara para a encarnação seguinte; que esta será mais ou menos penosa conforme o uso que tenha feito do seu livre-arbítrio, na prática do bem ou do mal; que as ações boas revertem em seu benefício e as más em seu prejuízo; que não pode contar com o auxílio de ninguém para libertá-lo das conseqüências das faltas que cometer e que terá de resgatar com ações elevadas – qualquer que seja o número de encarnações para isso necessárias –, por certo pensará mais detidamente antes de praticar um ato indigno.

Um Comentário:

  1. Luiz Hamilton Menossi

    Parece incrível, mas num mundo com 7 bilhões de habitantes faltam oportunidades para reencarnação!

    Embora bilhão soa-nos como um número gigantesco, segundo o livro essencial Racionalismo Cristão “a reencarnação não é de fácil obtenção, por ser grande o número de espíritos a reencarnar, ultrapassando as possibilidades existentes”. Isso acontece por diversas razões, por exemplo, o próprio processo evolutivo social atual.
    As jovens atuais, ao contrário das mulheres de gerações anteriores, já não almejam muitos filhos: um ou dois. Muitas decidem ter filhos acima de 30 anos, adiando a maternidade.

    Luiz Hamilton

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